The Capsula Mundi | Capsulas Orgânicas que transformam falecidos em árvores


Por Thaís Lira

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Estava lendo a matéria criada pelo awebic sobre o projeto italiano “The Capsula Mundi”.  E pouco satisfeita, fui pesquisar um pouco mais sobre o assunto, vez que despertou enorme curiosidade. Entrei no site do projeto, e li o máximo que pude. Conhecer um pouco mais sobre o projeto, me abriu um leque de questionamentos. Mas, acabei chegando em uma conclusão qual espero poder compartilhar com vocês ao longo desse artigo.

Por mais fascinante e simples que pareça a idéia de transformar pessoas falecidas em árvores, quando paramos e pensamos, não fica tão simples assim.

Mas antes de dar minhas opiniões e abrir esse espaço para possíveis discussões, vou explicar melhor do que se trata o projeto.

Os autores do projeto são designers, e se chamam Anna Citelli e Raoul Bretzel. O projeto consiste em resgatar a relação do homem com a natureza. A proposto do casal, é transformar cemitérios em florestas sagradas. Para que conseguissem fazer isso, eles criaram a Capsula Mundi, que tem o formato de um ovo. Esse ovo, seria o caixão. A grande diferença da Capsula para o caixão tradicional, é a matéria-prima. Invés de madeira (que como sabemos, é extraída das árvores, provocando desmatamento), usam um amido, que é feito a partir de sazonais e biodegradável. Sendo biodegradável, pode transformar o corpo em decomposição em nutrientes àquela árvore.

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O ponto-chave do projeto:

Como a proposta do casal é unificar os homens a mãe-natureza, para que o projeto faça maior sentido, os idealizadores propõem que a pessoa escolha sua árvore e cuide dela em vida. E quando essa pessoa vier a falecer, ela será colocada em posição fetal dentro da capsula, e enterrada. Em cima dessa capsula, será plantada sua própria árvore. Mais ou menos assim, ó:

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Ou seja: Invés de túmulos e toda aquela mórbida aparência de cemitérios, haverão árvores de vários tipos. A árvore continuará sendo cuidado pelos familiares da pessoa que fora enterrada bem ali.

Eu tentei encontrar um vídeo em Português que tenha uma explicação bem clara sobre o projeto, mas ainda não encontrei. Entretanto, achei um vídeo bem dinâmico em Espanhol, que dá pra entender bastante sobre o projeto. Espero que façam matérias em Português, bem mais elaboradas e explicativas. Prometo compartilhar com vocês por aqui, ou nas redes sociais.

Olha o que os idealizadores dizem sobre o projeto:

“Death is a mysterious, delicate and inevitable step. The dead cannot be just a technical problem, it cannot be treated as a taboo. Regardless of the religion and culture we belong to, death is a biological phenomenon, it’s the same thing for everyone. No designer ever thinks of a coffin but this becomes a way of reflecting on how distant we are from mother nature.”

“Os mortos não podem ser apenas um problema técnico, não podem ser tratados com um tabu. Independente da religião e cultura a que pertencemos, a morte é um fenômeno biológico, é a mesma coisa para todos. Nenhum designer pensa em caixões, isso se torna uma forma de refletir sobre o quão distantes estamos da mãe natureza”.

Minha opinião:

Ainda estou pensando muito sobre o assunto. Não vou à velórios, cemitérios, ou cultos fúnebres. Não por medo, ou por achar tudo mórbido demais. Eu simplesmente vejo a morte de uma maneira muito diferente da maioria das pessoas. Tão diferente, que acabo tornando-a particular. Uma forma muito minha, qual não compartilho com todas as pessoas, por que penso que nem todos compreenderiam. E como diz no cabeçalho do blog: Ser incompreendido é o destino, de todos que se parecem comigo. Se você também enxerga a vida e a morte de uma forma diferente das pessoas, entra pro meu clubinho! Inclusive, tô até pensando em criar um clubinho chamado: “Incompreendidos”.

Brincadeirinhas a parte…

A visão que tenho sobre a vida, a morte, e sobre o que vem depois dela, se enquadra bastante no objetivo desse casal. Fiquei bem fascinada com o projeto. Eu achei a ideia nobre. Amaria encerrar minha passagem pela terra dessa forma. O grande problema, é o nosso passado, nossa realidade, e todas as perspectivas que a humanidade tem sobre o nosso futuro na terra. Ainda vivemos muitos tabus, e conservamos tradições milenares a quaisquer custo. Para conseguir fazer isso, enfrentaríamos o sistema, as leis, as tradições, as religiões (e os religiosos)… Enfrentaríamos um mundo inteiro, caso ele não se aliasse a nós. Isso acaba tornando o caminho um pouco mais difícil do que parece. Ok, ok. Isso não pode ser um motivo para desacreditarmos no projeto, ou de acharmos que não poderíamos vivenciá-lo enquanto estivermos passando por aqui. A ideia é brilhante. E eu adoraria fazer parte dela. Mas, eu ainda não sei se seríamos tão sublimes, mesmo sendo tão humanos.

E vocês, o quê acham disso? Me contem nos comentários, ou me mande um e-mail: pontodalira@gmail.com

Site do projeto: http://www.capsulamundi.it/
Página Oficial no Facebook: https://www.facebook.com/pages/Capsula-Mundi/391107020996379?fref=ts 


 

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