Entrevista: Ramai -Escritor e criador do projeto “Rimas Perdidas”


Por Thaís Lira

CAPA - ENTREVISTA RAMAI - RIMAS PERDIDAS - PONTO DA LIRA - F

Quando resolvi abrir essa coluna de entrevistas no blog, tinha um objetivo muito claro dentro de mim: Apresentar alguns dos milhares de artistas que temos em nosso país aos meus leitores.  Pois como devem observar, há muitos poetas, escritores, compositores que têm sido calado por uma onda de “artistas da cultura pop, que se formos críticos e analíticos, eles são tudo, menos artistas. Hoje, o “ser famoso” está sendo rapidamente e drasticamente confundido com “ser artista”. Então, lá vamos nós a tentativa de recuperar a arte e evidenciar os verdadeiros artistas.

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Pasmem: A entrevista de hoje, foi feita com um jovem de apenas 17 anos. E teno absoluta certeza que vocês vão adorar!

Ponto da Lira: Ramai, é uma honra tê-lo comigo e com cada um de meus leitores aqui no blog. Vamos começar nosso bate-papo por uma pergunta básica? Quem é Ramai? Mas, quem é Ramais além da superficialidade?

Entrevista - RAMAI - Rimas Perdidas - Blog Ponto da LiraRamai: Ramalho Neto, conhecido por Ramai, 17 anos. Residente de Sousa, na Paraíba. Quem sou, além da superficialidade? Bom, nunca pensei igual a todos. Por isso, sempre tive dificuldades em me adaptar em ambientes comuns, com pessoas comuns. Naturalmente, tive dificuldade em fazer muitos amigos. Tenho poucos amigos. Mas o “fazer amigos” sempre foi uma questão problemática para mim. Então, a primeira coisa sobre mim, é que sou de poucos amigos. A segunda coisa importante sobre mim, é que ainda criança comecei a escrever versos e poesias. Da minha maneira, claro! Mas foi apenas aos 16 anos de idade, que passei a levar a poesia mais a sério. Aos 17 anos, criei o projeto Rimas Perdidas. Que tem crescido aos poucos. E mesmo não havendo uma legião de seguidores, aquele projeto já é minha vida.

Ponto da Lira: Sobre o que você escreve no projeto “Rimas Perdidas”?

Ramai: Escrevo sobre a realidade da vida. Mas também escrevo sobre as loucuras e as tristezas de minha própria vida. E como todo poeta, eu falo sobre o amor. Precisamos falar sobre o amor.

Ponto da Lira: Você é muito jovem. Mas já faz um trabalho muito maduro. Como foi que tudo isso começou em sua vida? Você enxerga a arte de escrever como um dom?

Ramai: Na verdade tudo na minha vida foi bastante precoce. Por isso, não me julgo um cara jovem por ter 17 anos. Eu não descobri até hoje se tenho algum dom (risos). Sempre escrevi músicas por ser apaixonado por essa arte. Mas com o tempo, eu fui lendo e descobrindo a poesia. Quando me encontrei, estava tão fissurado em transformar sentimentos em palavras, que nem percebi que havia virado um poeta. Então acho que o que fez me apaixonar pela poesia foi simplesmente ter descoberto sua existência (risos).

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Ponto da Lira: Então, além de escritor, você é músico? Conte um pouco sobre isso.

Ramai: A música é simplesmente poesia com instrumentos. Por tanto, ela sempre veio e vem junto comigo. Escrevo poesias e as transformo em “Ritmo e poesia” (RAP) com frequência. Às vezes penso que -quem sabe um dia- isso pode tornar-se um trabalho. Me inspiro bastante em cantores do RAP nacional em minhas sátiras. Por exemplo, Gabriel Pensador e grupo Oriente. Que são minhas maiores influências.

Ponto da Lira: Se fosse pra escolher entre ser um escritor e ser um musico, o que você escolheria como carreira?

Ramai: Acho que meu coração bate muito mais pela literatura. Neste caso, escolheria escrever. Talvez, pela calmaria que escrever me traz. Ou pela simplicidade que a escrita tem potencial de transmitir. Ou, escolheria por simplesmente ser minha maior paixão.

Entrevista - RAMAI - Rimas Perdidas - Blog Ponto da Lira 002Ponto da Lira: O que seus pais pensam sobre isso? Vocês conversam sobre sua carreira como escritor?

Ramai: Acho que meus pais não fazem ideia do quanto eu levo isso a sério. E para ser muito sincero, muitos de meus parentes, nem sabem que escrevo. Mas devo seguir meus passos. Pouco a pouco tudo acontece. Além disso, penso que meus sonhos devem caber a mim. Ainda assim, não me considero desincentivado. Pelo contrário! Eu apenas costumo não conversar muito sobre minha carreira, sobre os meus planos futuros, e sobre os meus sonhos. Pode ser puro medo meu de compartilhar meus sonhos, e alguém vir me dar choques de realidade (risos). E de uma forma conclusiva, eu sei que meus pais me apoiam. E que eles vão se orgulhar de mim, se eu me orgulhar.

Ponto da Lira: Como são os seus processos de criação? Você se inspira em situações cotidianas? Em coisas que lê, assiste, ouve?

Ramai: Escrevo em horas completamente aleatórias. Não consigo forçar nada. Deixo as coisas fluírem como elas quiserem. O cotidiano me inspira, meu coração me inspira, a solidão me inspira, tudo se transforma em poesia. Costumo achar que a inspiração é uma coisa passageira. Faz parte. Ela só vira eterna quando ponho no papel. Por isso quem vive de inspirações não pode deixar elas irem embora nunca. Por isso, escrevo. Escrevo sobre tudo que vejo, para contar quase tudo que penso.

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Ponto da Lira: Quais são seus planos para o seu Instagram de poesias? Pretende transformar em livro?

Ramai: Sim, com certeza! Acho que esse é um de meus maiores sonhos. Pretendo tirar o próximo ano para lançar e trabalhar em meu primeiro livro. Espero que se torne realidade. Não vejo a hora (risos).

Ponto da Lira: Além do livro, quais suas expectativas para os próximos anos?

Ramai: Eu sonho muito. Então, pretendo ir longe! Esse ano pretendo terminar meu primeiro livro.  E como disse anteriormente, pretendo trabalhar na divulgação dele próximo ano. Também pretendo iniciar novos projetos nos próximos anos. Espalhar poesia pelas ruas de minha cidade, do meu estado, do mundo todo! Garanto que voltarei aqui para falar sobre minha futura trajetória como poeta de rua (risos).

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Ponto da Lira: Vamos cobrar, ein? Ramai, qual conselho deixaria aos jovens que -assim como você- têm se interessado pela poesia?

Ramai: Vejo a poesia como uma das poucas saídas para salvar nossa cultura. Então, não importa quem seja ou que idade tenha. Se você quer poetizar, poetize. Peço que quem escreve e tem medo de expor seus sentimentos ao mundo,  repense muito sobre isso. Pois cada alma pensante é uma pequena esperança. A poesia salvará muitos! A poesia salvará mundos!

Update da Lira: O blog Ponto da Lira, encontrou as Rimas perdidas. Adorei, Ramai! Vou emoldurar. Vai ficar no cenário do blog!

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Ponto da Lira: Para finalizarmos nosso bate-papo, um jogo rápido? Vamos lá? 

1. A trilha sonora de sua vida: Alma Djen – Poeta.
2. Uma pessoa que te inspira: Zack Magiezi
3. Um filme que assistiria mil vezes: Não tenho um filme, mas a série “How i met you mother” nunca pararei de assistir.
4. Um lugar que você moraria para sempre: Em nenhum, a vida é curta demais para se fixar.
5. Um dia inesquecível: O dia em que eu disse “Adeus”.
6. O “Rimas Perdidas” para você, é: Meu universo, meu diário, minha biografia, é tipo um motivo para seguir em frente; Um sonho.
7. Ramai por ele mesmo: Todos os dias sou alguém novo.
8. Deixe o seu recadinho aos nossos leitores:  Jamais deixe de fazer o que ama, jamais deixe de ser criança e jamais se deixe morrer pelos males da vida.
9. Como podemos acompanhar o “Rimas Perdidas” nas redes sociais? Nosso instagram é @rimasperdidas, no Facebook é Rimas Perdidas e por enquanto só.
10. E você? Como podemos encontrá-lo? Meu Instagram pessoal é @ramai_, meu Facebook é Ramalho Neto e meu Snapchat é: Ramaineto.


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