Lugar secreto – O seu lugar no mundo

Por Thaís Lira

Tenho um fascínio por quem opta pela discrição.

Fico realmente deslumbrada com quem consegue manter-se discreto, seja sobre as coisas simples, complexas, ou até mesmo diante das exuberâncias e exageros da vida. A discrição é um comportamento provido de muita sabedoria, sem dúvidas. Mas, muito mais do que isso, aprecio as pessoas que mesmo estando em evidência (seja em sua escola, em sua comunidade, em sua instituição religiosa, em seu trabalho, ou na internet), conseguem ter ciência e consciência sobre tudo o que precisa ser guardado em secreto. Ciência e consciência sobre o fato de que nem tudo se expõe; seja isso bom, excelente, ruim, ou péssimo.

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Você é deslumbrante quando se sente bem

Por Thaís Lira

Tudo o que me tira da zona de conforto, me causa estranheza. E não há uma só vez que me sinta realmente incomodada com algo, e não me faça a seguinte pergunta: qual a razão de me incomodar tanto? Qual o motivo do incomodo? Qual o porquê, desse situação me deixar tão desconfortável?

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Meu primeiro vídeo no Youtube – Mania de Procrastinação

Para ser honesta, nem sei por onde começar. Há muitas coisas a serem dita, sobre a decisão que tomei, em ter publicado e divulgado meu primeiro vídeo no Youtube. Não sinto apenas a sensação de dever cumprido, ou sensação de ter enfrentado os monstros quais eu mesma criei sobre mim. Sinto sensação de plenitude, por saber que, mesmo sendo uma longa e árdua trajetória, ela está apenas começando. E valerá a pena! No vídeo abaixo, contei um pouco sobre a mania que tenho. Ou melhor, a mania que TINHA de procrastinar muitas coisas que eu queria, e devia fazer. Queria te convidar a assistir e vídeo abaixo. E se possível, leia a descrição do vídeo. E caso você se identifique, retorne aqui no blog, e leia a segunda parte desse artigo, que postarei abaixo (como complemento).

Como vocês puderam observar, neste vídeo, enfrentei todos os problemas que iniciantes costumam enfrentar; não consegui enquadrar a imagem, a nitidez foi perdida em vários momentos, não olhei fixamente para a câmera, dei inúmeras tossidelas, repeti muitas palavras… Mas, muito mais do que isso, enfrentei os meus maiores inimigos; medo, timidez, preguiça, apatia, zona de conforto, e a grande vilã: Procrastinação. enfrentei tudo isso, e realizei o que há tanto tempo, pulsava dentro de mim.

A ideia de criar um canal no Youtube, nunca havia passado por minha cabeça, até o ano de 2012. Em 2012, dei uma palestra em São Paulo, para o público jovem. E no fim da palestra, um dos participantes olhou para mim e disse: “Você devia criar um canal no Youtube. Você tem muitas coisas para transmitir às pessoas”. Naquele momento, sorri e agradeci pela ideia. Prometi que ia pensar. O tempo passou. Passou de verdade. Amigos, alunos, e até minha família, me incentivava a começar o canal.

Mas havia algo dentro de mim, que me travava: O medo.
O medo me fez pensar que não podia fazer isso. O medo me fez pensar que estaria me arriscando demais ao fazer isso. O medo me fez acreditar que estaria me expondo demasiadamente, e isso seria negativo para mim. O medo me fez pensar que eu não teria tempo suficiente para me dedicar a um canal no Youtube. O medo me fez pensar que eu não era suficiente. O medo me fez ter medo de ser julgada. O medo me travou, me paralisou, me atrasou, me bloqueou. Mas, a minha consciência me trouxe até aqui. Me conscientizei, e me vesti de coragem. E confesso: Foi libertador.

Como disse no início desse artigo, tenho muitas coisas a dizer. Sei que teremos tempo.
De antemão, quero que saibam que vocês fazem parte dessa realização. E quero muito que prossigam fazendo parte desse processo. Há muitos desafios pela frente, quais precisarei da força, da coragem, da criatividade, dos afetos, dos desabafos, das histórias, das sugestões, das recomendações, das indicações, das participações, e principalmente: do coraçãozinho de cada um de vocês. Gratidão, de verdade.

Um beijo e um queijo! ❤


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O que você sente por si mesmo?

O QUE VOCÊ SENTE POR SI MESMO - BLOG PONTO DA LIRA

Não se sinta tão mal, por não ser tão bom sempre. Existem bagunças muito positivas.

Desde muito pequena, desenvolvi uma personalidade muito forte. Cheguei a dar muito trabalho aos meus pais, pelo excesso de força que expunha através de meus comportamentos. Cresci sendo uma garota muito geniosa! Era conhecida entre as pessoas, por essa característica (se é que posso chamar de característica). Para mim, tudo precisava estar perfeito (conforme as minhas percepções, é claro!). Sempre fui muitíssimo detalhista, observadora, e perfeccionista. Tanto que quando algo estava diferente do que esperava que estivesse, agia de forma impulsiva tanto sobre mim, quanto sobre os outros. E a longo prazo, tudo isso foi tornando-se cada vez mais negativo. Quando era uma criança, ou uma adolescente; as pessoas a minha volta, relevavam meus comportamentos. Afinal, era”apenas uma criança”, “apenas uma adolescente”. E tudo não passa de uma fase. Mas os anos vão passando. A maioridade já fazia estádia em minha vida. E precisa mudar. Caso contrário, perderia todas as pessoas a minha volta.

Quem te ama de verdade, te aceita como você é.

Apesar de cometer erros, fazia o que estava ao meu alcance para evitá-los. E sempre que cometia algum erro, entrava em um processo doentio, que mais parecia uma mutilação psicológica do que simplesmente culpa ou arrependimento. Sempre fui muito intensa sobre isso (e sobre tudo, confesso!). E apesar de passar por esses processos extremos, não aceitava ajuda externa. Pelo contrário, criei escudos. Sempre que alguém vinha até mim para me ajudar a lidar melhor com essas situações, respondia quase que automaticamente: “Sou assim, e não vou mudar por causa de ninguém”.

Quem te ama de verdade, te aceita como você é. Ok. Mas e você? Se ama e aceita como é?

Daí, a vida vem e vira a gente do avesso. Nos bagunça por completo. De repente, não são apenas nossos livros que estão desalinhados, ou nosso guarda-roupa com as cores fora de escala. A bagunça é caótica e generalizada, bem dentro da gente.  E aí, a gente descobre que -de fato- quem nos ama, nos aceita como somos. Mas esse processo, precisa começar dentro de nós. Jamais seremos verdadeiramente amados, quando não somos capazes de amarmos a nós mesmos.

Exerça o amor próprio. A partir daí, você saberá o que é ser amado verdadeiramente pelo o que você é.

Não conseguia reconhecer isso, mas…  O meu grito por ajuda, começava por meu comportamento. Por mais que vestisse várias armaduras, e fingisse –muito bem– que para mim estava tudo ótimo, uma voz gritava com muita força dentro de mim: “Quero, e preciso mudar! Não amo a pessoa que tenho sido. Não quero ser assim! Este não é meu eu verdadeiro”.

O processo de mudança, não é simples, mas é necessário.

Abri a minha mente, para a desconstrução. Abri minha alma para a cura. Abri meu coração para as mudanças e para o amor próprio. E apesar de saber que há um longo caminho pela frente, já posso afirmar que: Não há nada melhor do que estar bem consigo mesmo. Não há nada melhor do que amar a si.

Quando o amor nos preenche por completo, ele transborda, e invade quem está a nossa volta.

E foi exatamente o que aconteceu comigo. Descobri que só seria verdadeiramente e inteiramente amada pelas pessoas a minha volta, quando passasse a amar verdadeiramente e inteiramente quem realmente era. Ou melhor, descobri que só serei verdadeiramente e inteiramente amada pelas pessoas a minha volta, quando amo quem realmente sou.

E você? O que sente sobre si mesmo?

Gratidão por me ler. É honroso para mim. ❤


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UPDATE: Infinidade de gotas ♡

 

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Não sei a quem pertence essa ilustração. Por favor, se alguém souber me avise! Quero e faço questão de dar os devidos créditos ao ilustrador.

Tenho meditado muito (mais do que o normal) a respeito de minha vida e a a respeito dos rumos que tenho tomado sobre ela. E devo confessar que nem um deles, estava em meus planos. Mudar de cidade, começar a trabalhar na agência do meu irmão, voltar a fotografar… Nada disso, fazia parte de meus planos. Acho que é justamente isso, que tem tornado o meu presente tão prazeroso. O novo e os renovos da vida, sempre me atraíram muito!

Teci este mesmo comentário a um amigo. E em sua concepção, estou apenas colhendo tudo o que plantei.  Veja bem, acredito piamente na “Lei da semeadura” (onde você colhe exatamente o que planta), “Na lei do retorno” (onde tudo o que vai, volta), na “Lei da atração” (onde você atrai exatamente o que transmite). Acredito de verdade. Diga-se de passagem, que essas leis “regem” a minha vida.

Justamente por isso, tenho total ciência que todas as dificuldades quais enfrentei em minha vida até o dia de hoje, foram -em sua maioria- de minha responsabilidade. E quando não era responsável por elas, elas me tornavam cada vez mais responsável.

Desde que compreendi a minha responsabilidade no tudo e no todo, passei a compreender os momentos difíceis da vida de uma forma menos dramática. E passei a extrair o melhor de cada uma dessas situações. Hoje, compreendo que as dificuldades são uma maneira de me desconstruir, e são também,  uma porta aberta à reconstrução.

Confesso: Nem sempre plantei coisas boas em minha terra. E naturalmente, nem sempre tive uma germinação e frutos bem sucedidos. Colhi exatamente tudo o que plantei. E falando sobre o meu presente, sinto que estou naquela fase, onde a terra se esvaziou completamente. Colhi tudo o que tinha para colher. Agora, recebo a oportunidade de semear novas sementes. Tenho a oportunidade de realizar um novo plantio. Tenho uma nova chance.

Hoje, percebo que compreendo melhor o tempo e a importância de saber lidar com ele. Aceitei que muitas coisas na vida, são -de fato- para o agora. E se não fizer AGORA, o tempo vai passar e amanhã será completamente diferente. Já outras, sempre terão sua passagem pelo tempo. Sempre serão uma questão de tempo. Como disse o Rei Salomão em Eclesiastes: “há um tempo determinado para cada coisa debaixo do céus”.


Vamos acreditar que:
No tempo certo, todas as sementes quais plantamos com suor e lágrimas, germinarão. A espera é angustiante, eu sei! Pode demorar dias, meses, anos até que elas germinem e possamos finalmente colher nossos frutos. Mas uma coisa é certa: No tempo certo, elas germinarão. E então, a tão sonhada colheita chegará.

É prazeroso pensar sobre a colheita dos bons frutos, não é mesmo?
Todavia, não podemos nos esquecer em hipótese alguma, que -até mesmo durante a colheita- será exigido de nós, muito engajamento, disposição, força e coragem. Só depois disso, usufruiremos dos frutos! E quando isso ocorrer, será sublime. Será surpreendentemente doce. Nos revigorará, nos renovará, nos saciará.

Será como uma garoa que cai sobre nós, depois de termos andado dias e dias em terras secas. Será como aquela “chuva” que quando bate na sequidão de nossa alma, nós até levamos um susto, um choque. Uma sensação estranha de “Será que isso está acontecendo de verdade?”. E no íntimo do nosso ser, aquela certeza de: “Finalmente”.

Mas somos tão pessimistas, não é?

Mesmo diante da certeza, nos enchemos de dúvidas e questionamentos. Começam-se os “E se…”.

E se os frutos estiverem verdes? E se os frutos estiverem podres? E se a tempestade interromper a colheita? E se essa chuva que tem me saciado, for o início de uma grande tempestade? E se for mais uma grande ilusão de sua mente? E se for mais uma felicidade passageira? E se for mais um momento? E se…

E se isso acontecer, vamos começar respirando bem fundo!
Vamos olhar para dentro de nós mesmos, enxergar a força interior que existe em nós, e compreender que NADA nem NINGUÉM (inclusive nós mesmos) poderá nos impedir de viver intensamente a colheita de tudo o que plantamos. NADA nem NINGUÉM poderá cessar nossos Oásis. Vamos acreditar naquela passagem bíblica que diz: “As coisas velhas se passaram. Eis que tudo se fez novo”.  Vamos nos desligar de tudo que nos priva, nos afasta, nos atrasa, nos amedronta, nos prende, nos esmaga, nos faz regredir, nos faz voltar atrás. Vamos nos desligar também do futuro que jamais pertencerá a nós. Vamos livrar a nós mesmos do “E se…”. Vamos trabalhar nossas mentes para: Não depositar energias no que ficou para trás, e tampouco no que ainda não ocorreu.

Vamos vier o AGORA. Vamos colher os frutos, usufruir dos frutos, tomar chuva, molhar a alma. E se for tempestade? Tempestade traz temperança.

Nossa humanidade jamais poderá nos permitir viver o futuro, sem antes termos vivido o agora.  Vamos aceitar e entender os processos da vida. Vamos viver os processos da vida.

E ainda como almas habitando nesses corpos, precisamos compreender que aqui na terra, nada será eterno. Nem mesmo a felicidade. Por mais genial que sejamos, por mais organizados tenhamos sido com relação aos nossos planos, por mais posicionamentos convictos tenhamos… Jamais estaremos 100% certos sobre algo. Devemos sim acreditar em um futuro que nos trará alegria. Devemos sim, mantermos nossos pensamentos positivos sobre isso. Mas, por favor, vamos colocar dentro de nossa mente que nossa maior PRIORIDADE, está e ser feliz HOJE! Não importa se tenhamos feito nossa semeadura há anos atrás ou há dois dias atrás… Não importa se é apenas uma gota ou uma grande tempestade que está caindo sobre nossa terra. Seja como for, devemos usufruir e absorver os prazeres e as lições de cada momento. Por que, por mínimo que sejam, eles podem ser intensos e infinitos. Exatamente como acontece com os oceanos.

Afinal, o que é o oceano se não uma infinidade de gotas?

Disponível em áudio:

 

Com afeto;
Thaís Lira ♡


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