Lugar secreto – O seu lugar no mundo

Por Thaís Lira

Tenho um fascínio por quem opta pela discrição.

Fico realmente deslumbrada com quem consegue manter-se discreto, seja sobre as coisas simples, complexas, ou até mesmo diante das exuberâncias e exageros da vida. A discrição é um comportamento provido de muita sabedoria, sem dúvidas. Mas, muito mais do que isso, aprecio as pessoas que mesmo estando em evidência (seja em sua escola, em sua comunidade, em sua instituição religiosa, em seu trabalho, ou na internet), conseguem ter ciência e consciência sobre tudo o que precisa ser guardado em secreto. Ciência e consciência sobre o fato de que nem tudo se expõe; seja isso bom, excelente, ruim, ou péssimo.

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Canal Delira: Feliz, o ano todo [2º vídeo]

O novo vídeo em meu canal, é muitíssimo especial. Eram cerca de 6h00 da manhã, no dia 1º de Janeiro de 2017. Após celebrar e conversar bastante com uma das pessoas mais importantes da minha vida (se não a pessoa mais importante), liguei a câmera e gravei. Não teve roteiro, não teve planejamento, não teve pretensão. Mas teve alma, teve amor, teve verdade, por inteiro, em totalidade. Porque o meu grande objetivo com esse vídeo, era desejar a você, não apenas um “Feliz ano novo”, mas um “Feliz ano todo”. Espero que goste! Gratidão por me ler até aqui, e gratidão a você que assistirá o vídeo apertando o play abaixo.

Meu primeiro vídeo no Youtube – Mania de Procrastinação

Para ser honesta, nem sei por onde começar. Há muitas coisas a serem dita, sobre a decisão que tomei, em ter publicado e divulgado meu primeiro vídeo no Youtube. Não sinto apenas a sensação de dever cumprido, ou sensação de ter enfrentado os monstros quais eu mesma criei sobre mim. Sinto sensação de plenitude, por saber que, mesmo sendo uma longa e árdua trajetória, ela está apenas começando. E valerá a pena! No vídeo abaixo, contei um pouco sobre a mania que tenho. Ou melhor, a mania que TINHA de procrastinar muitas coisas que eu queria, e devia fazer. Queria te convidar a assistir e vídeo abaixo. E se possível, leia a descrição do vídeo. E caso você se identifique, retorne aqui no blog, e leia a segunda parte desse artigo, que postarei abaixo (como complemento).

Como vocês puderam observar, neste vídeo, enfrentei todos os problemas que iniciantes costumam enfrentar; não consegui enquadrar a imagem, a nitidez foi perdida em vários momentos, não olhei fixamente para a câmera, dei inúmeras tossidelas, repeti muitas palavras… Mas, muito mais do que isso, enfrentei os meus maiores inimigos; medo, timidez, preguiça, apatia, zona de conforto, e a grande vilã: Procrastinação. enfrentei tudo isso, e realizei o que há tanto tempo, pulsava dentro de mim.

A ideia de criar um canal no Youtube, nunca havia passado por minha cabeça, até o ano de 2012. Em 2012, dei uma palestra em São Paulo, para o público jovem. E no fim da palestra, um dos participantes olhou para mim e disse: “Você devia criar um canal no Youtube. Você tem muitas coisas para transmitir às pessoas”. Naquele momento, sorri e agradeci pela ideia. Prometi que ia pensar. O tempo passou. Passou de verdade. Amigos, alunos, e até minha família, me incentivava a começar o canal.

Mas havia algo dentro de mim, que me travava: O medo.
O medo me fez pensar que não podia fazer isso. O medo me fez pensar que estaria me arriscando demais ao fazer isso. O medo me fez acreditar que estaria me expondo demasiadamente, e isso seria negativo para mim. O medo me fez pensar que eu não teria tempo suficiente para me dedicar a um canal no Youtube. O medo me fez pensar que eu não era suficiente. O medo me fez ter medo de ser julgada. O medo me travou, me paralisou, me atrasou, me bloqueou. Mas, a minha consciência me trouxe até aqui. Me conscientizei, e me vesti de coragem. E confesso: Foi libertador.

Como disse no início desse artigo, tenho muitas coisas a dizer. Sei que teremos tempo.
De antemão, quero que saibam que vocês fazem parte dessa realização. E quero muito que prossigam fazendo parte desse processo. Há muitos desafios pela frente, quais precisarei da força, da coragem, da criatividade, dos afetos, dos desabafos, das histórias, das sugestões, das recomendações, das indicações, das participações, e principalmente: do coraçãozinho de cada um de vocês. Gratidão, de verdade.

Um beijo e um queijo! ❤


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Gratidão não tem fim #001 | Maktub

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Esse artigo será publicado assim: Sem revisão, sem frescuras. Em sua essência. Por isso, te convido a abrir seu coração e receber um pouquinho desse compartilhamento, que está saindo do lugar mais profundo do meu peito. De minha alma.
Nelson Mandela disse, que devemos usar nosso tempo de forma sensata. E que todo o tempo é adequado para fazer o bem.

E por mais cruel que estejam sendo os homens, há pessoas que não apenas fazem, mas SÃO o próprio bem.

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Hoje, diante de um planeta tão grande, habitado por milhões de outros seres humanos, tive a oportunidade de conhecer um desses raros seres humanos.
Mas, vamos por partes.
Minha ideia, era começar essa nova série de postagens, contando sobre o passeio incrível que fiz juntamente com duas amigas e minha mãe, no último Domingo. Ou, contar sobre o momento impar, e surpreendente, que vivi na última Segunda-feira. Poderia também, contar sobre a tarefa profissional do dia de hoje (que foi muito proveitosa e com um encontro super especial). Mas escolhi iniciar essa série de postagens, falando sobre o Fabrício. Ou melhor, TINHA QUE SER sobre ele.
 
Tive a honra de conhecer o Fabrício, na saída do estacionamento de um supermercado. Sim. A maneira como o conheci, foi bem inusitada, confesso. Mas, chegando em casa e respirando bem fundo (depois de tudo o que aconteceu), concluí que não poderia ter sido melhor.
Não serei tão detalhista sobre o que aconteceu. Tentarei resumir. Após um dia longo de trabalho, fui ao supermercado com minha mãe. Nossa ideia, era voltar de táxi para a nossa casa. Então, fizemos uma compra um pouco mais generosa. Solicitamos o táxi no próprio ponto de táxi do mercado. Após 30 minutos, nada aconteceu. Continuávamos lá, esperando. Peguei meu celular, e observei que ele estava descarregado. Então, peguei o celular de minha mãe. Estava sem créditos e descarregando. Liguei em minha operadora de celular (que é a mesma da mamãe), e não consegui fazer a recarga pelo cartão de crédito. Pois o meu cartão de crédito cadastrado, era diferente do cartão de débito que estava em mãos. Essa brincadeira, levou vários minutos. Fui novamente até os funcionários do supermercado, e mais uma vez, solicitei a vinda do táxi. “Moça, pode esperar. Ele vai vir!”. E nada do táxi credenciado apareceu. Uma hora se passou. E nada. Faltavam alguns minutos para o supermercado fechar suas portas. E lá estávamos, sem saber ao certo o que fazer. Então, fui até uma funcionária, e pedi que ela ligasse do celular dela para um taxista. Prontamente, ela me deu o celular e o número do taxista. Mas infelizmente, ele não atendeu. Tentamos uns três números diferentes, e nada. No lado de fora do mercado, nada de taxistas. Definitivamente, não sabia o que fazer. Todas as pessoas quais podia contatar, tinham uma operadora diferente da operadora que a moça do mercado utilizava. Então, resolvi sair para a rua e procurar um táxi. Nesse momento, já estava completamente irritada. E mesmo havendo muitas pessoas ali, quais poderiam ter me auxiliado, tinha que ser Fabrício. Por que eu precisava conhecê-lo. Por que eu precisava tê-lo em minha vida. 
Na saída do estacionamento:
“Cara, preciso de sua ajuda!”, disse eu.
“Claro! Com o quê?”, respondeu ele, com um sorriso de canto a canto, e o coração evidentemente aberto.
 
Primeira observação: Era tarde da noite. Fabrício não se importou em saber quem eu era. Não se importou se era uma completa estranha. Também não estava se importando com o motivo que me levou a solicitar sua ajuda. Ele apenas estava disposto a me ajudar. E apenas isso, bastaria para dar um desfecho impressionante à minha noite. Apenas isso, já seria motivo suficiente para estar aqui, agradecendo-o publicamente.
 

Mas o que Fabrício fez por mim, foi muito além de me conduzir até um endereço do ponto de táxi mais próximo. Fabrício não apenas me ajudou com isso. Fabrício fez tudo o que podia ter feito naquele momento, por mim. Chegando no ponto de táxi, não havia táxi. Ele foi até a padaria e solicitou ajuda em meu lugar. Houve uma sútil recusa. Mas foi nos dado um cartão de taxista. Ele pegou seu smartphone (qual estava com 5% de bateria) e ligou para os números que estavam no cartão. Não deu certo. Ninguém atendeu. Então, pensei: “Este é o momento que ele se conscientiza que fez o que poderia ter feito, e vai embora”. Não. Ele não foi embora. Ele olhou para mim e disse: “Vou ligar de minha casa”. E assim fez. Usou o telefone de sua casa. Insistiu, até conseguir se comunicar com alguém. Diante de minha impotência, ele simplesmente resolveu o meu problema, em meu lugar. Fez por mim. Conseguiu se comunicar (finalmente) com um taxista.

Essa foi uma das maiores demonstrações de empatia e afeto, que já vivi.

Fabrício me emocionou. Me emocionou de verdade.
Fabrício foi humano. Tão humano, que pareceu até anjo.
E neste exato momento, meu coração está transbordando de gratidão. 
 

Ao Fabrício, minha GRATIDÃO; pelo crédito utilizado, pelo telefone gasto, pela conversa com a moça da padaria, pela procura insistente por um taxista, pelo papel e o lápis de cor azul, pela prontidão, pela cordialidade, pelo sorriso, pelo abraço, e principalmente: Por ter aceito fazer parte de minha vida. Sem dúvidas, essa noite reforçou em mim, o poder da gratidão. E sobretudo, me trouxe um grande presente. Essa música, foi feita pra você:

 E a você que está me lendo até agora, desejo muitos Fabrícios em sua vida. Por que faz bem pra alma, muda o nosso dia, muda a nossa vida. ❤

 

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UPDATE: Infinidade de gotas ♡

 

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Não sei a quem pertence essa ilustração. Por favor, se alguém souber me avise! Quero e faço questão de dar os devidos créditos ao ilustrador.

Tenho meditado muito (mais do que o normal) a respeito de minha vida e a a respeito dos rumos que tenho tomado sobre ela. E devo confessar que nem um deles, estava em meus planos. Mudar de cidade, começar a trabalhar na agência do meu irmão, voltar a fotografar… Nada disso, fazia parte de meus planos. Acho que é justamente isso, que tem tornado o meu presente tão prazeroso. O novo e os renovos da vida, sempre me atraíram muito!

Teci este mesmo comentário a um amigo. E em sua concepção, estou apenas colhendo tudo o que plantei.  Veja bem, acredito piamente na “Lei da semeadura” (onde você colhe exatamente o que planta), “Na lei do retorno” (onde tudo o que vai, volta), na “Lei da atração” (onde você atrai exatamente o que transmite). Acredito de verdade. Diga-se de passagem, que essas leis “regem” a minha vida.

Justamente por isso, tenho total ciência que todas as dificuldades quais enfrentei em minha vida até o dia de hoje, foram -em sua maioria- de minha responsabilidade. E quando não era responsável por elas, elas me tornavam cada vez mais responsável.

Desde que compreendi a minha responsabilidade no tudo e no todo, passei a compreender os momentos difíceis da vida de uma forma menos dramática. E passei a extrair o melhor de cada uma dessas situações. Hoje, compreendo que as dificuldades são uma maneira de me desconstruir, e são também,  uma porta aberta à reconstrução.

Confesso: Nem sempre plantei coisas boas em minha terra. E naturalmente, nem sempre tive uma germinação e frutos bem sucedidos. Colhi exatamente tudo o que plantei. E falando sobre o meu presente, sinto que estou naquela fase, onde a terra se esvaziou completamente. Colhi tudo o que tinha para colher. Agora, recebo a oportunidade de semear novas sementes. Tenho a oportunidade de realizar um novo plantio. Tenho uma nova chance.

Hoje, percebo que compreendo melhor o tempo e a importância de saber lidar com ele. Aceitei que muitas coisas na vida, são -de fato- para o agora. E se não fizer AGORA, o tempo vai passar e amanhã será completamente diferente. Já outras, sempre terão sua passagem pelo tempo. Sempre serão uma questão de tempo. Como disse o Rei Salomão em Eclesiastes: “há um tempo determinado para cada coisa debaixo do céus”.


Vamos acreditar que:
No tempo certo, todas as sementes quais plantamos com suor e lágrimas, germinarão. A espera é angustiante, eu sei! Pode demorar dias, meses, anos até que elas germinem e possamos finalmente colher nossos frutos. Mas uma coisa é certa: No tempo certo, elas germinarão. E então, a tão sonhada colheita chegará.

É prazeroso pensar sobre a colheita dos bons frutos, não é mesmo?
Todavia, não podemos nos esquecer em hipótese alguma, que -até mesmo durante a colheita- será exigido de nós, muito engajamento, disposição, força e coragem. Só depois disso, usufruiremos dos frutos! E quando isso ocorrer, será sublime. Será surpreendentemente doce. Nos revigorará, nos renovará, nos saciará.

Será como uma garoa que cai sobre nós, depois de termos andado dias e dias em terras secas. Será como aquela “chuva” que quando bate na sequidão de nossa alma, nós até levamos um susto, um choque. Uma sensação estranha de “Será que isso está acontecendo de verdade?”. E no íntimo do nosso ser, aquela certeza de: “Finalmente”.

Mas somos tão pessimistas, não é?

Mesmo diante da certeza, nos enchemos de dúvidas e questionamentos. Começam-se os “E se…”.

E se os frutos estiverem verdes? E se os frutos estiverem podres? E se a tempestade interromper a colheita? E se essa chuva que tem me saciado, for o início de uma grande tempestade? E se for mais uma grande ilusão de sua mente? E se for mais uma felicidade passageira? E se for mais um momento? E se…

E se isso acontecer, vamos começar respirando bem fundo!
Vamos olhar para dentro de nós mesmos, enxergar a força interior que existe em nós, e compreender que NADA nem NINGUÉM (inclusive nós mesmos) poderá nos impedir de viver intensamente a colheita de tudo o que plantamos. NADA nem NINGUÉM poderá cessar nossos Oásis. Vamos acreditar naquela passagem bíblica que diz: “As coisas velhas se passaram. Eis que tudo se fez novo”.  Vamos nos desligar de tudo que nos priva, nos afasta, nos atrasa, nos amedronta, nos prende, nos esmaga, nos faz regredir, nos faz voltar atrás. Vamos nos desligar também do futuro que jamais pertencerá a nós. Vamos livrar a nós mesmos do “E se…”. Vamos trabalhar nossas mentes para: Não depositar energias no que ficou para trás, e tampouco no que ainda não ocorreu.

Vamos vier o AGORA. Vamos colher os frutos, usufruir dos frutos, tomar chuva, molhar a alma. E se for tempestade? Tempestade traz temperança.

Nossa humanidade jamais poderá nos permitir viver o futuro, sem antes termos vivido o agora.  Vamos aceitar e entender os processos da vida. Vamos viver os processos da vida.

E ainda como almas habitando nesses corpos, precisamos compreender que aqui na terra, nada será eterno. Nem mesmo a felicidade. Por mais genial que sejamos, por mais organizados tenhamos sido com relação aos nossos planos, por mais posicionamentos convictos tenhamos… Jamais estaremos 100% certos sobre algo. Devemos sim acreditar em um futuro que nos trará alegria. Devemos sim, mantermos nossos pensamentos positivos sobre isso. Mas, por favor, vamos colocar dentro de nossa mente que nossa maior PRIORIDADE, está e ser feliz HOJE! Não importa se tenhamos feito nossa semeadura há anos atrás ou há dois dias atrás… Não importa se é apenas uma gota ou uma grande tempestade que está caindo sobre nossa terra. Seja como for, devemos usufruir e absorver os prazeres e as lições de cada momento. Por que, por mínimo que sejam, eles podem ser intensos e infinitos. Exatamente como acontece com os oceanos.

Afinal, o que é o oceano se não uma infinidade de gotas?

Disponível em áudio:

 

Com afeto;
Thaís Lira ♡


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