Menina, você pode ser o que quiser!

Se há alguns anos atrás, a palavra empoderamento estivesse tão em evidência, sem dúvidas, seria minha principal definição; especialmente durante a minha transição da adolescência à vida adulta. O que costumavam chamar de personalidade forte, hoje seria empoderamento, poder, autoconfiança. Coisa que tenho e transborda. 

De fato.

Sempre fui geniosa e impulsiva. Por várias vezes, fui chamada de “rebelde sem causa“. Muita gente jurou de pés juntos, que não iria muito longe se continuasse sendo “daquele jeito”. Precisei de muita personalidade e muito suporte para não ter me deixado ser todas as coisas negativas que ouvia a meu respeito.

Mas veja bem, foi exatamente aquele meu jeito, que me levou a um percurso – que mesmo sendo árduo- me trouxe exatamente aqui, onde me encontro agora.

Sim, me encontro. Me encontro exatamente aqui, sendo eu mesma. Sendo quem sou. Quem escolhi ser. 

Foram todas aquelas vezes, que feito uma garota mimada, batendo os pés no chão querendo algo, que aprendi a tomar decisões, a fazer escolhas, a insistir, e principalmente: a receber o não

Foram todas aquelas vezes, respondendo os mais velhos e tendo uma resposta para -quase- tudo, que aprendi a formar minhas opiniões e me posicionar acerca das circunstâncias da vida. Foi sendo “respondona”, que aprendi a não curvar a fronte quando sou confrontada. A não me submeter a situações humilhantes. A não me curvar perante os desafios da vida. A não me sentir inferior diante do gigante alheio. A enxergar minha grandeza e enxergar o gigante que tenho bem dentro de mim.

Foi sendo exatamente daquele jeitinho, que aprendi a importância da fala, da vez, da voz, e sobretudo, do silêncio amparado de razão e sabedoria.

Foram todas as vezes que ergui o peito e enfreitei os “grandalhões”, que aprendi a olhar meus gigantes interiores e exteriores com olhos de justiça e com vestes de coragem. Aprendi a enfrentá-los, sempre que fosse necessário. Aprendi o mesmo sobre os monstros. A propósito, quantos monstros, ein? Venci todos eles. Um a um.  E continuo aqui, dia após dia, vencendo-os. 

Foi exatamente sendo aquela menina geniosa e impulsiva, que descobri o que era a ambição. E foi a ambição que me ensinou a não ter pressa. A ir com calma

Já fui com tanta pressa, que perdi todas as minhas forças. Já corri tanto, que fiquei sem ar. Já tropecei tanto, que me enchi de feridas. Já fui tão rápido, que não cheguei a lugar algum. Me cansei tanto, que só tive como alternativa o ir devagar. E assim tenho ído.  

Com calma, pra ir bem longe. Ou simplesmente, ir para onde eu quiser. Porque eu nasci pra SER. Ser quem eu quiser.

Desculpe, mas isso não é normal.

Bonsoir, como vocês estão? Espero que esteja tudo bem por aí.

Antes de começar essa conversa, preciso que assista um vídeo. Peço por favor, que não o assista perto de crianças e adolescentes. Principalmente crianças, tendem a reproduzir comportamentos. Por isso, seja sábio. Se for fazê-lo, peço encarecidamente que, após o vídeo, tenha uma conversa sobre o assunto com essas crianças e esses adolescentes. É importante. Trata-se de uma “brincadeira” me recuso a chamar de brincadeira, o que de fato, não é uma brincadeira mas o assunto é muito mais sério do que parece. Gratidão.

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Você é deslumbrante quando se sente bem

Por Thaís Lira

Tudo o que me tira da zona de conforto, me causa estranheza. E não há uma só vez que me sinta realmente incomodada com algo, e não me faça a seguinte pergunta: qual a razão de me incomodar tanto? Qual o motivo do incomodo? Qual o porquê, desse situação me deixar tão desconfortável?

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O que você sente por si mesmo?

O QUE VOCÊ SENTE POR SI MESMO - BLOG PONTO DA LIRA

Não se sinta tão mal, por não ser tão bom sempre. Existem bagunças muito positivas.

Desde muito pequena, desenvolvi uma personalidade muito forte. Cheguei a dar muito trabalho aos meus pais, pelo excesso de força que expunha através de meus comportamentos. Cresci sendo uma garota muito geniosa! Era conhecida entre as pessoas, por essa característica (se é que posso chamar de característica). Para mim, tudo precisava estar perfeito (conforme as minhas percepções, é claro!). Sempre fui muitíssimo detalhista, observadora, e perfeccionista. Tanto que quando algo estava diferente do que esperava que estivesse, agia de forma impulsiva tanto sobre mim, quanto sobre os outros. E a longo prazo, tudo isso foi tornando-se cada vez mais negativo. Quando era uma criança, ou uma adolescente; as pessoas a minha volta, relevavam meus comportamentos. Afinal, era”apenas uma criança”, “apenas uma adolescente”. E tudo não passa de uma fase. Mas os anos vão passando. A maioridade já fazia estádia em minha vida. E precisa mudar. Caso contrário, perderia todas as pessoas a minha volta.

Quem te ama de verdade, te aceita como você é.

Apesar de cometer erros, fazia o que estava ao meu alcance para evitá-los. E sempre que cometia algum erro, entrava em um processo doentio, que mais parecia uma mutilação psicológica do que simplesmente culpa ou arrependimento. Sempre fui muito intensa sobre isso (e sobre tudo, confesso!). E apesar de passar por esses processos extremos, não aceitava ajuda externa. Pelo contrário, criei escudos. Sempre que alguém vinha até mim para me ajudar a lidar melhor com essas situações, respondia quase que automaticamente: “Sou assim, e não vou mudar por causa de ninguém”.

Quem te ama de verdade, te aceita como você é. Ok. Mas e você? Se ama e aceita como é?

Daí, a vida vem e vira a gente do avesso. Nos bagunça por completo. De repente, não são apenas nossos livros que estão desalinhados, ou nosso guarda-roupa com as cores fora de escala. A bagunça é caótica e generalizada, bem dentro da gente.  E aí, a gente descobre que -de fato- quem nos ama, nos aceita como somos. Mas esse processo, precisa começar dentro de nós. Jamais seremos verdadeiramente amados, quando não somos capazes de amarmos a nós mesmos.

Exerça o amor próprio. A partir daí, você saberá o que é ser amado verdadeiramente pelo o que você é.

Não conseguia reconhecer isso, mas…  O meu grito por ajuda, começava por meu comportamento. Por mais que vestisse várias armaduras, e fingisse –muito bem– que para mim estava tudo ótimo, uma voz gritava com muita força dentro de mim: “Quero, e preciso mudar! Não amo a pessoa que tenho sido. Não quero ser assim! Este não é meu eu verdadeiro”.

O processo de mudança, não é simples, mas é necessário.

Abri a minha mente, para a desconstrução. Abri minha alma para a cura. Abri meu coração para as mudanças e para o amor próprio. E apesar de saber que há um longo caminho pela frente, já posso afirmar que: Não há nada melhor do que estar bem consigo mesmo. Não há nada melhor do que amar a si.

Quando o amor nos preenche por completo, ele transborda, e invade quem está a nossa volta.

E foi exatamente o que aconteceu comigo. Descobri que só seria verdadeiramente e inteiramente amada pelas pessoas a minha volta, quando passasse a amar verdadeiramente e inteiramente quem realmente era. Ou melhor, descobri que só serei verdadeiramente e inteiramente amada pelas pessoas a minha volta, quando amo quem realmente sou.

E você? O que sente sobre si mesmo?

Gratidão por me ler. É honroso para mim. ❤


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Eu nasci assim, cresci assim e vou morrer assim?

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Sempre fui o tipo que “deu a cara aos tapas”. E confesso: Achava isso bacana. Achava autêntico. Achava que ser “Boca dura, boca grande”, fazia parte de minha personalidade. Achava que isso me tornava ainda mais verdadeira. Afinal, “eu falo mesmo! Falo na cara!”. Daí aprendi que ser honesta, sincera e ser alguém de verdade, não significa que eu deva ser insensível, indelicada, insensata. Vestia-me daquela típica vestimenta arrogante, de “Gabriela” (me perdoem as Gabrielas, pela referência): “Eu nasci assim, eu cresci assim, vou morrer assim”.

Daí, vem o tempo. E com ele, as circunstâncias. Elas vêm e nos contorna, pra que a gente e aí, a gente se torna quem realmente é. A gente amadurece. A gente cresce. A gente entende que o tempo é fundamental. A gente entende que somos nós mesmos, quem cria a nossa própria realidade. A gente se conscientiza que, nós somos os principais responsáveis. E que a vida passa depressa, e como um sopro. A gente aprende que aquela pessoa que fomos ontem, já não somos mais no instante “agora”. A gente aprende que só existe o agora.

A grande verdade, é que a gente acaba provando o verdadeiro caos, a desordem, a destruição, a desconstrução; e acabamos descobrindo que não existe nada melhor do que ESTAR EM PAZ. E estar em paz, vai muito além de frases clichês, de textos nas redes sociais, de imagens bonitas abraçando uma árvore. O “estar em paz” é algo que acontece dentro de nós mesmos, independente de como estão as coisas estejam do lado de fora.


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