Lugar secreto – O seu lugar no mundo

Por Thaís Lira

Tenho um fascínio por quem opta pela discrição.

Fico realmente deslumbrada com quem consegue manter-se discreto, seja sobre as coisas simples, complexas, ou até mesmo diante das exuberâncias e exageros da vida. A discrição é um comportamento provido de muita sabedoria, sem dúvidas. Mas, muito mais do que isso, aprecio as pessoas que mesmo estando em evidência (seja em sua escola, em sua comunidade, em sua instituição religiosa, em seu trabalho, ou na internet), conseguem ter ciência e consciência sobre tudo o que precisa ser guardado em secreto. Ciência e consciência sobre o fato de que nem tudo se expõe; seja isso bom, excelente, ruim, ou péssimo.

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Manuscrito | Quebrando meu próprio silêncio

Lembro-me perfeitamente, de uma conversa ao telefone, que tive com uma ex-aluna de um dos treinamentos quais ofereci em São Paulo, sobre a importância de quebrarmos o silêncio em alguns momentos de nossas vidas. Lembro-me que disse a ela: “Todos nós temos o momento de ficar em silêncio, e também, o momento de liberar nossa voz. Quando este segundo momento chega em nossas vidas, precisamos vivê-lo. Precisamos quebrar o silêncio, sem medo, sem receio algum. Por quê este é simplesmente o momento. E quando ele -realmente- chegar, nada poderá ser mais forte do quê a força de nossa própria voz. Chega uma hora na vida, qual precisamos quebrar o silêncio por nós mesmos!”.

Confesso: tudo fica muito mais fácil na teoria. Nunca imaginei que minhas filosofias, seriam tão difíceis de serem postas em prática. Mas cá estou eu – na tentativa de quebrar o silêncio, e calar – de uma vez por todas – esse grito silencioso que pairou dentro do meu ser desde o ocorrido com o meu irmão.

Tenho um público muito querido, qual me acompanha há muito tempo (gratidão, gratidão!). Alguns, me acompanham desde outros blogs, outras colunas, outras ideias, outros conceitos… Até mesmo estes, poderão ficar muito surpresos com esse artigo. A propósito, digo de antemão, que este é um dos artigos mais especiais deste blog. Não pelo o quê estará escrito nele, mas por quem será mencionado, e por sua motivação.

Quem me acompanha, sabe bem que sempre mantive muita descrição acerca de assuntos pessoais. E às vezes, minha vida pode até parecer bem monótona, e pacata. Mas a verdade sobre mim, é que vivo como um vulcão em erupção. Só que, veja bem, até mesmo os vulcões têm seus encantos.

Muitas vezes, sinto uma vontade enorme de encher esse blog de devaneios e até lamentações. Sinto o desejo enorme de chegar aqui e desnudar minha alma. Só que alguma coisa acontece dentro de mim, e não consigo ser tão mesquinha, tão megera, tão egoísta. Logo penso em você, que está aqui me lendo. Você que já tem seus próprios males, que enfrenta suas próprias batalhas, e trava suas próprias lutas. Pra quê toxicar sua vida?
O mundo está cheio de coisas e pessoas tóxicas. Não quero ser uma delas. Então, vou viver meus momentos de quietude e solitude (quais já falei aqui no blog). Assim faço, até me desintoxicar completamente. Até dissolver todo sentimento negativo, e absorver sentimentos positivos, para vir aqui, e abrir meu coração a vocês. Por quê é assim que tem que ser.

Entenderam o porquê de desapareço de vez em quando? 

Além do mais, acho que toda e qualquer exposição na internet, pode ser perigosa. Precisa haver um propósito muito grande, por trás de cada janela interior que abrimos ao mundo. Caso contrário, nem vale a pena expôr!

Já passei por bons bocados. Quem nunca? E sei que cada experiência me trouxe uma aprendizagem impar. E aposto que a cada um de vocês, também. Prometo que cada uma dessas experiências, serão compartilhadas pouco a pouco. Tudo em seu tempo. Sem pressa. Combinado?

De todo modo, quero que tenham certeza de uma coisa: me sinto honrada em estar compartilhando uma delas com vocês, hoje.

No dia 20 de Novembro de 2015, perdi o meu irmão mais velho (meu amigo, meu protetor, minha asa direita) para o câncer. E por mais que aquele dia tenha sido o mais sombrio de todos os meus dias vividos até hoje, tenho refletido sobre sua vida aqui na terra, e compreendido sua partida. E por mais que isso traga uma dor intensa e profunda em minha alma, tem -ao mesmo tempo, com a mesma intensidade e profundeza- curado meu ser.

Bruno. Este era o nome dele. Conhecido como “Guerreiro” – de fato, sua identidade. Bruno fora diagnosticado com um câncer embrionário metastático em 2012. Lutou incansavelmente, destemidamente, durante três longos e árduos anos.

Tumor metastático é aquele que se espalhou a partir do lugar onde se iniciou para outro local do corpo. Um tumor formado por células cancerígenas metastáticas é denominado tumor metastático ou metástase. O processo pelo qual as células cancerígenas se espalham para outras partes do corpo é também chamado de metástase.

Em resumo, o quê a medicina tentava nos dizer era: “O Bruno tem um tipo de câncer agressivo, que está se desenvolvendo em seu corpo, desde que ele era um embrião. E este câncer se espalha por todos os órgãos do corpo, em curto prazo, até que o afetado seja consumido completamente”. Bruno tinha um tumor “matriz” na região pélvica, que se espalhou (em prazo curtíssimo) por todo o seu corpo; dos pés à cabeça.

E mesmo havendo um câncer percorrendo seus ossos, nunca o vi curvado diante das circunstâncias da vida. As únicas vezes quais o vi curvado, foi diante da presença do Soberano Criador. Nada diferente disso. Mesmo havendo um câncer percorrendo por suas correntes sanguíneas, nunca o vi queixar-se. Pelo contrário, quando perguntávamos como ele estava -apesar de tudo- ele sempre respondia: “Estou bem! Estou curado!”. Mesmo havendo um câncer fazendo uma bagunça enorme em seu cérebro e em todo o seu organismo, sempre o vi certo do seu propósito na terra. Sempre o vi centrado. Sempre o vi motivado. Mesmo havendo um câncer espalhado por seus pulmões, mesmo o vendo perde o ar pouco a pouco, mesmo o vendo perder completamente sua força física, mesmo o vendo internado em uma Unidade de Terapia Intensiva, mesmo o vendo respirar por aparelhos, mesmo o vendo sendo sentenciado, mesmo em seu último de sua vida… Ele permaneceu forte. Ele permaneceu fiel. Em suas últimas horas, quando não tinha mais condições físicas para nada, ele cantou uma canção e fez uma oração. Nos deu uma lição inesquecível sobre fé, honra e gratidão. E até mesmo nos últimos minutos de sua passagem pela terra, virou para minha mãe, calmo e sereno, e disse: “Mãe, estou sentindo uma paz tão grande! Estou sentindo meu corpo diferente. Tem uma coisa muito boa acontecendo dentro de mim. Pode ir pra casa. Eu vou descansar agora!”. Minha mãe voltou pra nossa “casa temporária”. E o Bruno? Bom, no começo desse artigo, eu disse que havia o perdido para o câncer. Na verdade, no dia 20 de Novembro de 2015, meu anjo mais velho, voltou para o seu verdadeiro lar.

Uma conversa franca: “Merda não se joga no ventilador!”

Sabe o quê está faltando em nossas vidas, em um aspecto completo para que tenhamos qualidade de vida?
Bom senso e equilíbrio.

Fico observando o nosso comportamento, e penso o quão imaturos somos. Sim. A imaturidade tem sua graça. Mas, muitas vezes, desgraça. E ultimamente, o quê mais tenho visto na internet, é: 1. Pessoas imaturas. 2. Histórias desgraçadas. 3. Comportamentos negativos. Um seguido do outro. Para ser mais precisa, a cada atualização.

Essa semana, passei mais tempo na internet do quê o normal. E veja bem, fico muito tempo na internet. Porém, essa semana, fiquei muito-muito-muito mais conectada do quê o normal. E consequentemente, visualizei muito mais “histórias recentes” do quê o normal. Por hora, devo confessar, pensei que os meus feeds eram uma espécie de “confessionário”, “muro das lamentações”, “Diário adolescente”, ou algo do tipo. Me vi “bufando” de tédio em vários momentos. E pensava: “Pra quê isso, cara?”. Em uma parâmetro justo, seria 85% de queixas e dramatização virtual, 10% de conteúdos relevantes, e 5% de conteúdos “super relevantes”. Parece exagero, mas não é.

Precisei de uma semana inteira conectada a internet (especialmente ao Facebook), pra me sentir no meio de um bocado de gente ingrata, dramática,

Me vi praticamente “ligada no automático”, “desfazendo amizade” com o montão de gente. E quanto mais “amizades” desfaço, melhor me sinto, melhor me torno. Aquela velha história: “Menos, é mais!”. O porquê? Simples: Gente tóxica, nos desfaz. Nos desmontam por inteiro. Todo esse excesso de negatividade, nos afeta diretamente, sim!  E não venha me dizer que “não te afeta”. Por quê, mesmo que inconscientemente, em segredo – afeta sim! Nossa mente e coração, têm uma sincronicidade perfeita com o “tudo” e o “todo”. Tudo o quê acontece a nossa volta, tem o poder de nos reprogramar, seja positivamente ou negativamente.

Mas, deixaremos esse assunto para outro dia.

Em resumo, o quê estou sentindo nesse momento, é que: Eu não quero gente tóxica em minha vida. Por motivos óbvios e meus.

Cansei dessa dramatização virtual que a maioria das pessoas fazem em suas redes sociais. Cansei de gente com “Cérebro infértil”. Gente que não pensa antes de agir. Gente que simplesmente age, simplesmente faz, sem se quer cogitar a hipótese de viver consequências de todas as suas ações. Gente que não pensa no quanto suas atitudes podem afetar as pessoas que estão a sua volta. Gente emocional demais, que simplesmente quer agir, e age. Age negativamente, sempre! Quer ser? Seja. Quer agir? Aja! Seja o quê você quiser, e aja como quiser. Mas, longe de mim.

Talvez, esteja sendo um pouco dura com este comentário. Mas eu juro que precisava conversar sobre este assunto com você. Até por quê, tudo o que nos provoca certa irritabilidade, manifesta dentro de nós, um desejo enorme de mudar aquilo. E pensando bem, por quê não tentar?

Sejamos mais polidos. Se há em nós uma necessidade de atenção desenfreada, desejo francamente, que sejamos preenchidos por Deus, pela vida, pelo universo, pelo amor… Ou seja lá o quê nos falta. Que possamos agir com sabedoria, e com honestidade; reconhecendo que essas estratégias para que as pessoas nos enxerguem, são inúteis. Completamente negativas. Elas nos transformam em algo que não somos, que não viemos para ser.

Vejo “gente grande de mente pequena“, vindo nas redes sociais e “quebrando pratos” por qualquer motivo, “atirando merda no ventilador” toda hora. Deus nos livre dessa condição. Deus nos livre desse tipo de comportamento. Deus nos livre desse tipo de gente.

Aprende uma coisa, de uma vez por todas: Facebook não é “muro das lamentações”. Nós já sabemos que Deus não tem Facebook. E principalmente: Merda não se joga em ventilador.

Tenho absoluta certeza de que cada pessoa sabe aonde o sapato lhe aperta. E que há momentos na vida, que a única alternativa que temos é ser forte! é “gritar pra todo mundo ouvir”. Sei muito bem, que às vezes as circunstâncias da vida, nos assusta. E com medo, corremos pra qualquer lugar (lê-se “Facebook”). Sei bem, que todo mundo tem seus espantos, males e lutas a serem vencidas. E que a grande maioria das vezes, a internet é o nosso “refúgio”. Eu sei. Mas, você precisa cuidar do seu coração. E expô-lo na internet, não é (e nunca será!) a melhor maneira de fazer isso. Procure ajuda. Converse com alguém que possa lhe ajudar. Experimente um pouco da quietude. A vida tem dessas coisas, e aprendemos a beça nesses momentos. Não precisa ser forte o tempo todo, segurar as lágrimas, engolir o choro… Mas busque SIM uma coluna ereta, mente aberta e um coração tranquilo. Seja EXATAMENTE o quê você nasceu pra ser. Seja uma pessoa grande, que pensa grande!

Estamos juntos nessa!

Ah, aproveitando… Você já leu esse texto, sobre “quietude”? Escrevi pra você! ❤

Obs: Você pode até jogar e merda toda no ventilador. Mas não se esqueça: As mãos que vão ficar fedendo, são as suas. E quem vai limpar tudo, é você.


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Quietude

Por Thais Lira

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Bom dia, como vai? Espero que esteja tudo bem, e tudo em paz por aí.

Essa semana, uma amiga me perguntou como costumava ser o processo de criação para conteúdos do blog. Expliquei para ela, que nao existe nenhuma rotina, regra ou doutrina que eu siga para fazer os artigos do blog. Tudo depende muito do meu nível de inspiração, e também, depende muito dos temas que estão rodeando meus dias. Não falo apenas sobre temas quais a midia tem exposto. Mas, sobre temas recorrentes em minha própria vida. E fico muito feliz quando consigo usar as “pequenezas dos meus dias” para acrescentar e agregar algum tipo de valor na vida das pessoas que estão a minha volta, ou do outro lado da tela.

Fico feliz por estar conseguindo. Pois, ha um tempo atrás, eu nao tinha muita habilidade em transferir tudo o que estava sentindo, em palavras. Por mais que eu tenha um fascínio por palavras, eu – nem sempre – conseguia ser bem sucedida ao me expressar. E na verdade, eu não conseguia acreditar e enxergar que, quando algo estava acontecendo com frequência em minha vida, tinha um propósito por trás daquilo. Ate que eu percebi que a percepção, vem com o tempo. E pouco a pouco, vamos encontrando direções e enxergando os propósitos para cada coisa.  Hoje, ja consigo enxergar cada um deles, e usá-los para trazer algum tipo de reflexão e mudança em minha vida. Então, eu penso: “Se serviu pra mim, pode servir para outras pessoas também.” Por isso, compartilho nos treinamentos que dou, nas palestras, compartilho nas redes sociais, compartilho aqui no blog… E principalmente: Compartilho com os meus amigos. Seja como e onde for, eu sempre encontro um jeito de compartilhar as coisas boas que o tempo tem me trazido, e cada pequeno (ou grande) ensinamento que tenho recebido da vida.

Mas, existe algo que tem sido fundamental em meus dias, para que eu alcance uma percepção real de tudo – ou boa parte –  do que se passa a minha volta; a quietude.

Significado de Quietude:

Qualidade de quieto; tranquilidade de espírito; paz, sossego.

Eu não fazia ideia do que era quietude, ate provar a solitude. Mas, este será um tema para outra ocasião (que por sinal, foi recorrente durante anos em minha vida). Foi no período mais “somente eu” de minha existência, que eu aprendi o que era quietude. A quietude é – quase que – uma prática. Inclusive, uma prática que gera um certo incomodo em muitas pessoas. Aposto que assim como eu, você já deve ter visto muitos comentários sobre isso; tem ate um vlogueiro (qual me recuso mencionar o nome em meu site), que insiste em dizer que pessoas que falam sobre meditação, paz de espírito, e tranquilidade sob caos, são uma farsa. Okay. Eu compreendo o meu colega de trabalho. E confesso que durante muito tempo, pensei como ele. Eu não acreditava ser possível estar em paz, diante da guerra. Eu não acreditava ser possível encontrar direção, em meio a confusão. Eu não acreditava ser possível manter a “cabeça erguida, espinha ereta, e o coração tranquilo” diante do caos.

O que eu costumava pensar, era: para ter paz, eu precisava estar em uma zona extremamente confortável especialmente, bebendo cafe sob o ceu da Paris, ou ao lado de um monge, praticando Yoga em um templo budista em alguma montanha de Bali. Eu até acreditava que existiam pessoas com tranquilidade e paz de espirito; por exemplo: Madre Teresa (de Calcutá), o papa, o Buda, e o grande mestre Jesus. Os via, como seres que tinham uma habilidade natural de não sentir dor, não sofrer, não se abalarem com nada. Mas, não sentir, é quase o mesmo que não estar. E não é assim que as coisas funcionam. Todas essas pessoas, por mais incríveis que foram, tiveram suas dificuldades, suas guerras externas, seus conflitos internos, seus devaneios, seus momentos de solitude… Mas eles tinham algo em comum: Escolheram triunfar sobre tudo isso, escolheram a quietude, a paz, o inverso de tudo o que se passava ao redor (que era o lado certo de se estar). Triunfaram.

O mestre Jesus (qual sou discípula), por exemplo, foi submetido as mais variadas aflições; foi rejeitado em sua própria cidade, foi traído por seu amigo, foi negado por seu mais fiel discípulo, foi humilhado publicamente, foi injustiçado ao ser tratado como um criminoso, foi afrontado… Ele foi submetido as mais duras e intensas pressões psíquicas, e a absoluta dor física (que o levou a morte). E em todos esses momentos, Ele esteve em paz. Conseguiu manter-se em paz. E mesmo quando estava enfrentando o maior conflito interior que já viverá (questionando o seu Deus Pai por todo aquele sofrimento), aquietou-se. Jesus provou a solitude e quietude. Essas duas coisas, o levaram ao lugar mais alto que o ser humano pode alcançar: a plenitude. Ele foi pleno, e é pleno.

Jesus foi (e sempre será) um grande mestre. O maior de todos. E o melhor conselho que eu poderia te dar, veio Dele mesmo: Siga os seus passos. Você precisa ter alguém em quem se inspirar. Se inspire nele! Não precisa enxergá-lo como alguém supremo, que não sentia dor, que estava sempre bem, que não se abalava por nada. Enxergue-o como alguém que esteve aqui neste mundo mau, como homem, humano. Alguém que provou a humanidade. Que viveu aflições. Mas que em tudo, teve bom animo, e – sobretudo – venceu o mundo. Ele triunfou.

Eu e você, também podemos triunfar!

O segredo:

Aquiete-se e você saberá que existe um Deus. (Referencia: Salmo 46:10)

Silencie. Ouça. Observe. Sinta. Perceba. Aquiete-se. E alcance a plenitude de vida.

paz de espirito

Aproveitando o tema, quero compartilhar um pequeno trecho de um livro (uma relíquia, por sinal) que gosto muitíssimo:

O silencio é sempre bom; mas com quietude da mente eu não quero dizer um silencio total. Eu quero dizer uma mente livre de perturbação e dificuldade, firme, leve e contente, podendo se abrir a Força que mudara a natureza. A coisa importante é livrar-se do habito da invasão dos pensamentos perturbadores, sentimentos errados, confusão de ideias, movimentos infelizes. Todos estes perturbam a natureza e a obscurecem e tornam o trabalho da Força difícil; quando a mente esta quieta e em paz, a Força pode trabalhar mais facilmente. Deveria ser possível ver coisas que tem que ser mudadas em você sem ficar aborrecido ou deprimido; a mudança e feita mais facilmente.

A diferença entre uma mente vazia e uma mente calma é esta: quando a mente e vazia, nao ha pensamento, nem concepcao, nem ação mental de qualquer espécie, exceto uma percepção essencial das coisas sem a ideia formada; mas na mente calma é a substancia do ser mental que esta imóvel, tao imóvel que nada a perturba. Se vem pensamentos ou atividades, eles nao surgem absolutamente da mente mas vem de fora e cruzam a mente como um voo de pássaros cruza o céu em um ar sem vento. Passa, nao perturba nada, nao deixa traço. Mesmo se mil imagens ou os acontecimentos mais violentos a atravessam, a calma imobilidade permanece, como se a própria textura da mente fosse uma substancia de paz eterna e indestrutível. Uma mente que adquiriu esta calma pode começar a agir, mesmo intensamente e poderosamente, mas ela vai manter sua imobilidade fundamental – nao originando nada de si própria mas recebendo de Cima e dando a isto uma forma mental sem adicionar nada de si propria, calmamente, desapaixonadamente, se bem que com a alegria da Verdade e o feliz poder e luz de sua passagem.

(Sri Aurobindo, Em direção a nova consciência)


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